O que muda para importadores e tradings com a CBS/IBS
Cinco impostos federais e estaduais consolidados em dois. O cronograma de transição 2026–2033, alíquotas projetadas e os pontos de atenção por regime aduaneiro.
De cinco tributos para dois
A Reforma Tributária substitui PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS por dois tributos sobre o valor agregado: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). Para quem importa, a mudança não é só de nome — muda a base de cálculo, o momento do recolhimento e a forma de creditamento ao longo da cadeia.
Na operação de importação, isso significa recalcular o custo aduaneiro de cada NCM sob duas lógicas simultâneas durante a transição: o sistema atual e o novo. Quem fizer isso no braço, item a item, vai gastar horas de mesa por embarque.
O cronograma 2026–2033
2026 é o ano-teste: CBS e IBS entram com alíquotas reduzidas, rodando lado a lado com os tributos atuais. A partir de 2027 a CBS assume integralmente, e o IBS sobe de forma escalonada até 2033, quando o modelo antigo é extinto. São sete anos operando dois regimes em paralelo.
O que isso significa na importação
Cada DI/DUIMP passa a carregar tributos calculados por regra, não por hard-code. O engine fiscal precisa ser agnóstico: receber o conjunto de regras vigente na data do fato gerador e aplicar — sem reescrever workflow a cada fase do cronograma.
É exatamente aqui que a automação paga por si. A Tarifare roda os dois regimes em paralelo a partir do documento estruturado, e a sua mesa vê o impacto por embarque sem refazer planilha.
Como se preparar agora
Mapeie seus NCMs mais relevantes, levante o histórico de creditamento e simule o custo aduaneiro nas duas lógicas antes de 2027. Quanto mais cedo a sua operação enxergar o delta, menos surpresa na margem.