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Reforma Tributária·7 min·Maio de 2026

O que muda para importadores e tradings com a CBS/IBS

Cinco impostos federais e estaduais consolidados em dois. O cronograma de transição 2026–2033, alíquotas projetadas e os pontos de atenção por regime aduaneiro.

De cinco tributos para dois

A Reforma Tributária substitui PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS por dois tributos sobre o valor agregado: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal). Para quem importa, a mudança não é só de nome — muda a base de cálculo, o momento do recolhimento e a forma de creditamento ao longo da cadeia.

Na operação de importação, isso significa recalcular o custo aduaneiro de cada NCM sob duas lógicas simultâneas durante a transição: o sistema atual e o novo. Quem fizer isso no braço, item a item, vai gastar horas de mesa por embarque.

O cronograma 2026–2033

2026 é o ano-teste: CBS e IBS entram com alíquotas reduzidas, rodando lado a lado com os tributos atuais. A partir de 2027 a CBS assume integralmente, e o IBS sobe de forma escalonada até 2033, quando o modelo antigo é extinto. São sete anos operando dois regimes em paralelo.

O que isso significa na importação

Cada DI/DUIMP passa a carregar tributos calculados por regra, não por hard-code. O engine fiscal precisa ser agnóstico: receber o conjunto de regras vigente na data do fato gerador e aplicar — sem reescrever workflow a cada fase do cronograma.

É exatamente aqui que a automação paga por si. A Tarifare roda os dois regimes em paralelo a partir do documento estruturado, e a sua mesa vê o impacto por embarque sem refazer planilha.

Como se preparar agora

Mapeie seus NCMs mais relevantes, levante o histórico de creditamento e simule o custo aduaneiro nas duas lógicas antes de 2027. Quanto mais cedo a sua operação enxergar o delta, menos surpresa na margem.

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